Manuel Duarte – Sócio da Paulownia D.F. Portugal

A Paulownia, é uma espécie de crescimento rápido, exótica, originária da Ásia e sem qualquer problema fitossanitário conhecido.

Estamos apenas a falar da Paulownia tomentosa, porque é a única que se enquadra no Decreto-Lei 565/99 que regulamenta a introdução de espécies exóticas no País.

Esta árvore produz uma madeira nobre, muito leve e que não empena, e ao fim de oito anos cada árvore dá cerca de 1,3 m3 de madeira, regenerando-se cerca de oito vezes. Não estraga o solo, antes fertilizando-o, reduz 10x mais a emissão de CO2, sendo uma grande ajuda no combate à poluição, pois liberta também 10x mais oxigénio que uma árvore comum. Como tem uma temperatura de inflamação elevada, é óptima para faixas de contenção de incêndios. Gosta de solos com pH entre os 5,5 e os 8, o que cobre cerca de 80% do território Nacional.

A Paulownia é uma árvore que, ao contrário do eucalipto, transporta a água desde a sua folha até à raiz que por sua vez, faz uma espécie de um saco que armazena e conserva a água”. Durante a noite absorve a humidade e à luz do dia, quando precisa de se alimentar, vai à reserva que obteve durante a noite. Este é um tipo de árvore que necessita de pelo menos 14 horas, de luminosidade por dia, em Portugal. Noutros países, o desenvolvimento da árvore é um pouco mais lento.

A árvore…
  • Originária da Ásia, de folha caduca;
  • Regenera-se facilmente após corte, até oito vezes; .
  • Resiste a condições de seca moderada uma vez desenvolvida (1-2 anos);
  • Resistente ao frio (-17°C) e ao calor (+45 °C);
  • Permite a redução do efeito de estufa por sequestro de carbono;
  • Descontaminação do solo (nitratos, nitritos, arsénio, metais pesados, etc.);
  • Uma única árvore pode fornecer 1 m3 de madeira em 8 anos;
  • Resistente a pragas, doenças e adaptável a diferentes tipos de solos e climas;
  • Produz madeira, biomassa, mel, fertilizante natural e forragem para os animais;
  • Permite a reabilitação de locais poluídos, explorados em excesso ou abandonados;
  • Regenera o solo, luta contra o deslizamento das terras e permite a cultura intercalar.
A Madeira…
  • A sua temperatura de inflamação é elevada;
  • Ponto de ignição acima de 400°C;
  • Muito leve (0,25 a 0,30 de densidade);
  • Forte e resistente;
  • Seca rapidamente, não racha, não entorta e é fácil de manipular.

Teste de resistência da madeira de Paulownia, ao fogo.

Para além do mercado nacional que é abrangido de norte a sul do país, a empresa marca também presença internacional. Na Austrália, esta é uma das árvores mais plantadas. Roménia, Bulgária, Brasil, Marrocos, Namíbia, Canadá, Hungria, Alemanha, Itália, Angola, Moçambique e Estados Unidos da América são os restantes países com quem a Paulownia D. F. Portugal trabalha.

A produção da árvore é realizada em Portugal, nas instalações da empresa. As mesmas são criadas pela equipa, em laboratórios, sem que sejam modificadas geneticamente. Estes laboratórios são considerados dos mais bem-dotados a nível mundial.

Posteriormente, a árvore é vendia e exportada, sendo também a fase de plantação da responsabilidade da Paulownia D.F Portugal. Não só o consumidor final procura este produto. Empresas e instituições relacionadas à indústria da madeira e da agricultura que procuram a inovação, cada vez mais, apostam na Paulownia.

Os textos contidas nesta página foram retiradas da página online ‘Vida Rural’  e da revista ‘Portugal em Destaque’ edição nº 26, pág. 108 a 109.